Área queimada no Vale do Paraíba e região bragantina cai 23,8% em 2025, mas cidades ainda enfrentam alerta ambiental

A área atingida por queimadas no Vale do Paraíba e região bragantina apresentou redução de 23,8% em 2025, segundo dados do Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, os números ainda mostram um cenário de atenção, principalmente durante os períodos de estiagem, quando a vegetação seca aumenta o risco de propagação do fogo.

De acordo com o levantamento, as 46 cidades analisadas na região tiveram cerca de 10,2 mil hectares consumidos pelo fogo em 2025, contra aproximadamente 13,3 mil hectares registrados em 2024. A redução representa um avanço, mas o volume ainda está entre os maiores registros da série histórica monitorada.

O levantamento do MapBiomas mostra que a região viveu um cenário extremo em 2024, quando os incêndios atingiram uma das maiores marcas das últimas décadas. Em 2025, a diminuição foi associada a fatores como ações de prevenção, fiscalização, conscientização ambiental e mudanças nas condições climáticas.

Municípios com maior área atingida

Entre as cidades com maiores áreas queimadas em 2025 aparecem:

  • Bragança Paulista: 976 hectares;
  • Pindamonhangaba: 930 hectares;
  • Areias: 833 hectares;
  • Taubaté: 722 hectares;
  • Silveiras: 583 hectares.

Alguns municípios, porém, registraram aumento na comparação com 2024. Bragança Paulista, por exemplo, teve crescimento expressivo da área afetada, alcançando o maior volume desde o início da série histórica do levantamento.

Região segue em alerta durante a estiagem

Mesmo com a queda nos índices, especialistas e órgãos de defesa mantêm o alerta para o período de seca. A combinação entre baixa umidade do ar, ausência de chuvas e vegetação ressecada favorece o surgimento e a rápida expansão de incêndios, principalmente em áreas rurais, encostas e margens de rodovias.

Além dos impactos ambientais, as queimadas provocam problemas para a saúde pública, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar.

Prevenção depende da população

As autoridades reforçam que grande parte dos incêndios tem origem em ações humanas, muitas vezes provocadas por práticas como descarte irregular de cigarros, queima de lixo, limpeza de terrenos com fogo e uso inadequado de queimadas em áreas rurais.

A orientação é evitar qualquer tipo de fogo próximo a áreas de vegetação, denunciar queimadas criminosas e manter terrenos limpos, reduzindo o risco de grandes incêndios.

A redução registrada em 2025 representa um resultado positivo para o Vale do Paraíba, mas também reforça a necessidade de manter políticas permanentes de educação ambiental, fiscalização e preparação das equipes de combate, especialmente diante dos períodos cada vez mais críticos de estiagem.

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