O Ministério Público decidiu pelo arquivamento de dois procedimentos que investigavam possíveis irregularidades envolvendo a administração pública de Aparecida. As apurações tratavam de temas distintos: uma contratação por dispensa de licitação e o acúmulo de remuneração por parte do vice-prefeito Wesley Antônio Mota da Silva.
No primeiro caso, a investigação analisava a contratação do Instituto Avança SP para a realização de processo seletivo de professores temporários. Segundo o parecer, a dispensa de licitação seguiu os critérios legais, com justificativa de necessidade pública, elaboração de estudo técnico e pesquisa de mercado. Apesar de uma falha pontual na formalização da justificativa de preços, o Ministério Público entendeu que não houve superfaturamento nem prejuízo aos cofres públicos, motivo pelo qual o caso foi arquivado.
Já no segundo procedimento, foi apurado o recebimento simultâneo de salários pelo vice-prefeito, que acumulou o subsídio do cargo político com a remuneração como professor da rede municipal entre janeiro e outubro de 2025. A irregularidade foi identificada pelo próprio setor de Recursos Humanos da Prefeitura, que realizou o cálculo dos valores pagos indevidamente e iniciou o ressarcimento com correção monetária.
De acordo com o Ministério Público, como houve correção administrativa do problema e devolução dos valores, não ficou configurado dano ao erário que justificasse medidas judiciais. Com isso, ambos os casos foram encerrados, reforçando o entendimento de que, apesar das falhas apontadas, não houve irregularidades que exigissem responsabilização mais severa por parte dos envolvidos.