Negociação do PRO 2026 na Maxion segue sem acordo e trabalhadores aguardam definição em Cruzeiro

A negociação do Programa de Participação nos Resultados (PRO) 2026 da Maxion Wheels continua sem definição em Cruzeiro. Em mais uma rodada de negociações realizada na quinta-feira (29), empresa e representantes dos trabalhadores não chegaram a um consenso, mantendo a expectativa de centenas de funcionários que aguardam o desfecho das tratativas.

Durante a reunião, a empresa apresentou duas propostas à comissão responsável pela negociação. A primeira prevê o pagamento de R$ 5.200 em parcela única, com depósito programado para o dia 19 de junho. Já a segunda alternativa oferece um total de R$ 5.400, dividido em três etapas: R$ 4.400 pagos à vista, R$ 600 em janeiro de 2027 e outros R$ 400 condicionados ao cumprimento de metas estabelecidas pela empresa.

Os indicadores considerados para o pagamento complementar envolvem critérios como produtividade, qualidade, absenteísmo e volume de produção.

Por sua vez, a comissão que representa os trabalhadores mantém a proposta de R$ 5.400, sendo R$ 4.400 na primeira parcela e R$ 1.000 em uma segunda etapa, sem a vinculação de parte do valor ao atingimento de metas futuras.

Com as posições ainda distantes quanto ao formato de pagamento, a negociação acabou travada apesar da pequena diferença financeira entre as propostas. Na avaliação de trabalhadores ouvidos nos bastidores da fábrica, a principal preocupação deixou de ser apenas o valor final e passou a ser a indefinição sobre quando o acordo será fechado e quais serão as condições efetivas do pagamento.

O PRO é aguardado anualmente pelos funcionários como uma importante complementação financeira, o que aumenta a expectativa por uma solução rápida. Muitos trabalhadores defendem que a negociação preserve a valorização da categoria, mas também cobram agilidade para evitar que a incerteza se prolongue.

A empresa argumenta que a proposta apresentada leva em consideração o atual cenário econômico e os desafios enfrentados pela indústria automotiva, buscando manter o equilíbrio financeiro da operação. Já os trabalhadores defendem que os resultados obtidos ao longo do período justificam uma valorização maior da participação nos resultados.

A ausência de um acordo também reacende lembranças de períodos de instabilidade enfrentados pela unidade em anos anteriores, quando crises no setor impactaram diretamente a produção e o ambiente de trabalho.

Sem consenso na última reunião, uma nova rodada de negociações deverá ser marcada. Até lá, os trabalhadores da Maxion seguem aguardando uma definição sobre o PRO 2026 e esperam que empresa, comissão e sindicato consigam construir uma solução que atenda às expectativas da categoria e encerre o impasse.

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