A 35 dias das Eleições 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) apura três denúncias de assédio eleitoral em empresas da região de São José dos Campos. Os casos foram registrados até quinta-feira (27) e ainda estão em fase de investigação.
O número é menor do que o registrado nas duas últimas eleições. Em 2022, foram contabilizadas 17 denúncias na região. Já em 2024, o MPT recebeu sete casos. O balanço de 2026, no entanto, ainda não é definitivo, já que novas denúncias podem ser apresentadas até o encerramento do processo eleitoral.
O assédio eleitoral ocorre quando o empregador utiliza sua posição de autoridade ou a estrutura da empresa para pressionar ou tentar influenciar a escolha política dos trabalhadores.
Entre as situações que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão relacionadas ao resultado das eleições, exigência do uso de uniformes ou materiais vinculados a determinado candidato, oferta de dinheiro ou promessa de promoção em troca de apoio político e realização de reuniões para orientar o voto dos funcionários.
Também pode configurar assédio eleitoral impedir ou dificultar que o trabalhador deixe o serviço para exercer seu direito de voto no dia da eleição.
Como denunciar
O trabalhador que sofrer pressão política no ambiente de trabalho pode procurar o Ministério Público do Trabalho e registrar uma denúncia para que o caso seja analisado.
A denúncia pode envolver situações como ameaça de perda do emprego, pressão para votar em determinado candidato ou partido, exigência de comprovação do voto ou qualquer outra tentativa de interferência do empregador na escolha eleitoral do funcionário.
As denúncias são recebidas pelo MPT, que avalia os relatos e pode instaurar procedimentos para investigar as empresas e adotar as medidas cabíveis.
O órgão reforça que o voto é livre e secreto e que nenhum empregador pode obrigar o trabalhador a revelar sua escolha nas urnas ou utilizar sua posição para constranger funcionários durante o período eleitoral.