Chuvas recordes fazem Cantareira ganhar 58,1 bilhões de litros em apenas 15 dias

As fortes chuvas registradas na primeira metade de setembro provocaram uma recuperação expressiva no Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.

Entre os dias 1º e 15 de setembro, o Cantareira recebeu um acréscimo de aproximadamente 58,1 bilhões de litros de água. O armazenamento passou de 325,5 bilhões para 383,6 bilhões de litros no período.

Em percentual, o volume útil do sistema avançou de 33,14% para 39,06%, crescimento de quase seis pontos percentuais em apenas duas semanas. Mesmo com a recuperação, o Cantareira permanece na chamada Faixa 3, classificada como situação de alerta.

A elevação dos reservatórios acontece em meio a um setembro histórico para a capital paulista. Até o dia 15, o acumulado de chuva chegou a 261,8 milímetros. Com isso, setembro de 2026 já se tornou o mais chuvoso para o mês desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943.

O recorde anterior havia sido registrado em 1983, quando setembro terminou com 243,1 milímetros de precipitação. A média climatológica para o mês é de 83,3 milímetros, o que mostra a intensidade das chuvas observadas neste ano.

A recuperação do Cantareira é especialmente significativa porque o sistema vinha sofrendo os efeitos de um período de estiagem. Em janeiro deste ano, o manancial chegou a operar com apenas 19,8% do volume útil, entrando na faixa de restrição.

Apesar da melhora, as autoridades reforçam que o consumo consciente de água continua sendo necessário. A redução da pressão da rede durante a madrugada também permanece em vigor na Região Metropolitana de São Paulo.

As chuvas também beneficiaram outros reservatórios. O Sistema Integrado Metropolitano, que reúne os mananciais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo, apresentou recuperação nas últimas semanas, passando de 46% para 52,1% do volume útil no período de um mês.

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